Base Nacional Comum: segunda versão é entregue para avaliação final

Solenidade ocorreu em Brasília e inicia nova etapa da BNCC


     

Acontece ‚ÄĘ Quarta-feira, 04 de Maio de 2016, 14:47:00

¬† ¬†Foto: Isabelle Ara√ļjo/Assessoria de Comunica√ß√£o Social do MEC

Na tarde de ontem, dia 3, foi entregue em solenidade a segunda vers√£o da Base Nacional Comum Curricular. Com mais de 12 milh√Ķes de contribui√ß√Ķes, o documento, que foi entregue ao Conselho Nacional de Educa√ß√£o (CNE), foi apresentado pelo ministro da educa√ß√£o, Aloizio Mercadante, para a avalia√ß√£o final sobre o documento ap√≥s a etapa de discuss√£o nos estados.¬†

O ministro lembrou, ainda, os efeitos, em m√©dio e longo prazo, que a Base trar√° para a educa√ß√£o brasileira. ‚ÄúEla vai deflagrar um processo muito rico de aprimoramento na forma√ß√£o dos professores, de aprimoramento na produ√ß√£o do livro did√°tico e nas avalia√ß√Ķes do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais], desde a ANA [Avalia√ß√£o Nacional da Alfabetiza√ß√£o], a Prova Brasil, o Ideb [√≠ndice de desenvolvimento da educa√ß√£o b√°sica] e o pr√≥prio Enem [Exame Nacional do Ensino M√©dio]‚ÄĚ, disse. ‚ÄúTudo isso ser√° revisitado a partir da BNCC."

As principais mudanças foram feitas nas áreas de educação infantil, ensino médio, língua portuguesa e história. Na educação infantil, a relação entre o ensino para os pequenos e a alfabetização e as faixas etárias relativas a essa modalidade ficaram mais bem explicitadas. O ensino médio passou a ser dividido por unidades curriculares e há mais articulação com o ensino técnico-profissionalizante a partir das quatro áreas temáticas incluídas nessa fase da vida estudantil. 

Em língua portuguesa, a influência dos clássicos lusitanos foi reforçada, e em História, há a valorização das culturas africana e indígena, e um maior destaque ao caráter ocidental na formação da sociedade brasileira.

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) serão os condutores da nova etapa da Base, e promoverão seminários nas 27 unidades federativas até junho próximo, para dar continuidade ao processo de discussão do documento.

Ceale na Base

O Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), órgão da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG, foi convidado pelo MEC para realizar a coordenação institucional da Base. Assim, o Ceale vem conduzindo, desde maio do ano passado, toda a parte administrativa do processo, além de participar do grupo que discute as referências para o ensino de Língua Portuguesa e alfabetização.

 

Com material da Assessoria de Comunicação Social do MEC