Encontro sobre a Base Nacional Comum Curricular

Ceale participou de evento realizado pelo MEC em Belo Horizonte na √ļltima sexta-feira (21)


     

Institucional ‚ÄĘ Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015, 14:15:00

Da esquerda para a direita: Hilda Micarello (UFJF); Augusta Aparecida de Mendon√ßa (Secret√°ria Adjunta de Educa√ß√£o de MG); Sandra Goulart (Vice-Reitora da UFMG); Manuel Pal√°cios (Secret√°rio de Educa√ß√£o B√°sica do MEC); Maca√© Evaristo (Secret√°ria de Estado de Educa√ß√£o de MG); √ćtalo Dutra (Diretor de Curr√≠culos e Educa√ß√£o Integral do MEC); Juliane Corr√™a (Diretora da FaE/UFMG); e Isabel Frade (Diretora do Ceale)

Representantes do Minist√©rio da Educa√ß√£o (MEC), da UFMG e da Secretaria de Estado de Educa√ß√£o de Minas Gerais se reuniram na √ļltima sexta-feira para a primeira apresenta√ß√£o p√ļblica da proposta de constru√ß√£o da Base Nacional Comum Curricular. O evento, que ocorreu no audit√≥rio da Academia Mineira de Letras, foi voltado principalmente a membros de organiza√ß√Ķes cient√≠ficas e profissionais, que assistiram √† apresenta√ß√£o de princ√≠pios que t√™m norteado a elabora√ß√£o da Base nas √°reas de Ci√™ncias Humanas e Linguagens.

Presente no evento, o secret√°rio de Educa√ß√£o B√°sica do MEC, Manuel Pal√°cios, explicou que o trabalho tem tomado como ponto de partida propostas e par√Ęmetros curriculares que j√° est√£o em vigor em estados e munic√≠pios, que tamb√©m t√™m sido parceiros na elabora√ß√£o. ‚ÄúSer√° uma refer√™ncia curricular nacional, da√≠ a import√Ęncia da participa√ß√£o das redes, das escolas, dos munic√≠pios e dos estados, que ser√£o os principais respons√°veis pela transforma√ß√£o dessa refer√™ncia curricular em pr√°ticas de ensino e em programas de trabalho‚ÄĚ, destacou.

Participação diversa

Atualmente, o documento √© elaborado no MEC por uma comiss√£o de 116 especialistas e 10 assessores, representantes de 37 institui√ß√Ķes de ensino superior e de redes municipais e estaduais de educa√ß√£o b√°sica. O resultado desse trabalho ser√° publicado no dia 16 de setembro e ficar√° aberto a consulta p√ļblica para receber sugest√Ķes. A vers√£o final do documento deve ser entregue ao Conselho Nacional de Educa√ß√£o (CNE) at√© 16 de junho de 2016.

Na apresenta√ß√£o, o diretor de Curr√≠culos e Educa√ß√£o Integral do MEC, √ćtalo Dutra, explicou como ser√° o funcionamento da consulta p√ļblica. Por meio do portal da Base (basenacionalcomum.mec.gov.br), ser√£o abertos tr√™s canais diferentes de participa√ß√£o: um para receber sugest√Ķes individuais de qualquer cidad√£o; outro aberto √†s associa√ß√Ķes cient√≠ficas, profissionais, movimentos sociais e demais organiza√ß√Ķes da sociedade civil, para que cada entidade possa se cadastrar e apresentar uma proposta de mudan√ßa ao documento preliminar; e, por fim, um canal ligado √†s redes de educa√ß√£o b√°sica, para a participa√ß√£o organizada de professores, estudantes, diretores e escolas.

Princípios norteadores

Atendendo a convite do MEC, o Ceale √© respons√°vel pela coordena√ß√£o institucional do processo e ainda comp√Ķe o corpo de especialistas na √°rea de Linguagens. A diretora do Ceale, Isabel Frade, assessora do componente curricular L√≠ngua Portuguesa, falou no evento sobre a import√Ęncia do desafio, administrativo e acad√™mico, assumido pelo Centro. Em sua fala, Isabel refletiu sobre a import√Ęncia de entender por que a constru√ß√£o da Base foi colocada como uma das primeiras metas do Plano Nacional da Educa√ß√£o a serem cumpridas, mesmo j√° existindo documentos como os Par√Ęmetros Curriculares Nacionais e as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educa√ß√£o B√°sica. ‚ÄúQue conhecimentos a sociedade espera que se coloque como repert√≥rio cultural nesse momento hist√≥rico de demanda pela Base Nacional? Por que, nesse momento, precisamos colocar isso em perspectiva?‚ÄĚ

A coordenadora da elabora√ß√£o da Base, Hilda Micarello, professora da UFJF, explicou os princ√≠pios norteadores do processo, que se iniciou pela an√°lise de propostas curriculares em vigor em estados e munic√≠pios, com o objetivo de ‚Äúcompreender os princ√≠pios que os organizam e pensar como a Base pode contribuir para que se efetivem‚ÄĚ. A partir da√≠, a an√°lise se voltou aos sujeitos para os quais esses curr√≠culos est√£o direcionados. Segundo Hilda, essa reflex√£o levou ao estabelecimento de ‚Äėcampos de atua√ß√£o‚Äô, que t√™m norteado a defini√ß√£o de objetivos de aprendizagem interdisciplinares. Pr√°ticas culturais e interculturais, pr√°ticas pol√≠tico-cidad√£s e pr√°ticas investigativas s√£o alguns desses campos.

Ao final das apresenta√ß√Ķes, foi aberto espa√ßo para que o p√ļblico fizesse questionamentos e deixasse contribui√ß√Ķes, que, segundo os representantes do MEC, ser√£o levados em considera√ß√£o para a constru√ß√£o dos pr√≥ximos encontros com os representantes de organiza√ß√Ķes. Ao final de setembro, um semin√°rio ser√° realizado na UFMG, quando o documento preliminar j√° ter√° sido publicado receber sugest√Ķes da sociedade brasileira.

Fotografias: Omar Freire / Imprensa MG