NEPCED/CEALE realiza I Encontro de Pesquisa com foco em investigações do Programa de Pós-Graduação em Educação

Evento que ocorreu na FaE/UFMG apresentou avanços de pesquisas de mestrado e doutorado sobre cultura escrita digital e formação docente

Nesta última quarta-feira, 22 de abril, o Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Cultura Escrita Digital (NEPCED/Ceale) realizou o seu I Encontro de Pesquisa na Faculdade de Educação da UFMG. O evento teve como objetivo principal promover o intercâmbio de conceitos e o debate sobre as demandas investigativas de seus membros vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE).

Da esquerda para a direita, a mestranda Laura de Assis Silva, a Profa. Isabel Frade, a doutoranda Ghisene Santos Alecrim e a Profa. Mônica Araújo, reunidas durante o I Encontro de Pesquisa do NEPCED na FaE/UFMG.

De início, a mestranda Laura de Assis Silva, apresentou sua pesquisa “O Diálogo Entre Jogos Digitais e a Formação Leitora de Adolescentes”, orientada pela professora Mônica Araújo. Laura investiga estudantes de 17 anos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e analisa se os jogos digitais aproximam ou afastam esse público da leitura literária.

Um dado relevante apresentado foi o papel central da narrativa nas preferências dos jovens: o termo apareceu 54 vezes nas entrevistas realizadas. 

A mestranda Laura de Assis Silva apresenta seus resultados parciais sobre a relação entre a cultura gamer e a leitura literária de jovens de 17 anos.

Eles querem um universo bem desenvolvido e uma narrativa envolvente; não adianta ter imagens bonitas se a história não chama a atenção”, explicou Laura, ao destacar que as escolhas interativas nos jogos fazem com que os adolescentes se sintam parte integrante da história.

Na segunda parte do encontro, a doutoranda Ghisene Santos Alecrim apresentou o estágio atual de sua tese, “Cultura escrita digital: práticas docentes na educação das infâncias”, sob orientação da professora Isabel Frade. A pesquisa, de perspectiva etnográfica, envolveu um ano de observação participante em turmas de crianças de 3 e 5 anos. Ghisene compartilhou como o processo de inserção em campo foi rico, ao mencionar que as crianças de 3 anos a “adotaram” no cotidiano escolar.

Ao dialogar sobre como os professores integram as tecnologias em sala, Ghisene observou que as práticas digitais muitas vezes já estão presentes de forma inconsciente no cotidiano escolar.

“Os professores não entendiam o que estavam fazendo como sendo cultura escrita digital. Eles diziam: ‘eu realizo, mas não entendo o que é’. Isso se trata de uma cultura incorporada à prática, mas que ainda carece de um processo de metaanálise por parte dos próprios docentes”, afirmou a pesquisadora.

A doutoranda Ghisene Santos Alecrim detalha sua metodologia de observação participante e a análise das práticas pedagógicas com crianças pequenas na educação infantil.

O encerramento contou com intervenções das orientadoras. A professora Isabel Frade trouxe reflexões sobre a cultura acadêmica, ao incentivar as pesquisadoras a manterem o distanciamento necessário para a análise crítica dos dados e a professora Mônica Araújo reforçou o papel do núcleo como rede de apoio, ao destacar que a pesquisa é um processo coletivo e contínuo.

 

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