Por que uma Base Nacional Comum Curricular?


     

Letra A ‚ÄĘ Ter√ßa-feira, 22 de Dezembro de 2015, 14:34:00

Políticas curriculares nos estados brasileiros

Como andam as pol√≠ticas curriculares nos estados brasileiros? Para responder √† quest√£o, o Cenpec e a Funda√ß√£o Victor Civita realizaram, entre 2013 e 2015, a pesquisa ‚ÄúCurr√≠culos para os anos finais do Ensino Fundamental: concep√ß√Ķes, modos de implanta√ß√£o e usos‚ÄĚ, que analisou as pol√≠ticas curriculares dos estados e do Distrito Federal para os anos finais do Ensino Fundamental.

O trabalho, elaborado por uma equipe de quase 40 especialistas e pesquisadores, apontou um forte investimento dos estados na constru√ß√£o de novos curr√≠culos. ‚ÄúEntre 2009, ano em que o MEC realizou um grande levantamento dos documentos curriculares nos estados, e 2014, ano em que n√≥s fizemos nosso pr√≥prio levantamento, houve um elevado e intenso movimento de renova√ß√£o dos documentos curriculares dos estados‚ÄĚ, ressalta Ant√īnio Augusto Gomes Batista, que coordenou a pesquisa. Nesse per√≠odo, as redes renovaram, ampliaram e diversificaram seus documentos curriculares, com ado√ß√£o de novos princ√≠pios na constru√ß√£o dos textos: ‚Äúa ideia que n√≥s t√≠nhamos era de que a avalia√ß√£o pautaria o curr√≠culo, mas n√≥s percebemos que os estados estavam criando curr√≠culos de fato, constru√≠dos a partir de novos modelos de documentos curriculares‚ÄĚ.

A pesquisa analisou 23 documentos produzidos pelos estados e pelo Distrito Federal¬† em tr√™s etapas: a primeira fez um levantamento das propostas curriculares existentes (modelos adotados e caracter√≠sticas) e comparou as mudan√ßas sofridas de 2009 a 2014; a segunda analisou 16 documentos das redes estaduais de ensino, as evid√™ncias que apresentaram e as caracter√≠sticas predominantes entre eles; j√° na √ļltima etapa, a pesquisa analisou como se deu a implanta√ß√£o dos curr√≠culos em S√£o Paulo, Acre e Pernambuco. Nos tr√™s estados, constatou-se que a renova√ß√£o curricular est√° aliada √†s pol√≠ticas de avalia√ß√£o e de monitoramento, inclusive, via sistemas de acompanhamento e observa√ß√£o das aulas.

Em Pernambuco, o processo de constru√ß√£o da proposta curricular teve uma vers√£o preliminar, denominada vers√£o zero. Ela foi analisada por grupos de especialistas, formados por professores de universidades federais e por membros das secretarias municipais e estadual de educa√ß√£o de Pernambuco, que foram divididos em nove eixos, por regi√£o do estado. A partir da vers√£o zero, surgiu a vers√£o 1, que foi levada √†s escolas para ser analisada pelos professores. Os dados coletados nessa an√°lise voltaram para a comiss√£o de especialistas de forma qualificada. Santer de Matos, diretor do CP/UFMG, que foi assessor na constru√ß√£o dos Par√Ęmetros Curriculares de Ci√™ncias da Natureza em Pernambuco, afirma: ‚ÄúFoi um movimento que buscou ouvir o professor. E ele se empossou disso, se sentiu parte do processo de constitui√ß√£o dessa matriz‚ÄĚ.

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